Por Noeli
Eu presto só um pouco de atenção às novas teorias sobre o politicamente correto, o socialmente correto, questões como racismo, preconceito, bulling, etc. Digo só um pouco porque acredito que o caráter é intrínseco e não tem associação com imagem, que é a base da sociedade atual. Hoje todo o mundo quer ser visto como socialmente correto, então recicla o lixo, ecomomiza a água, utiliza denominações raciais corretas, porém, a grande maioria é hipócrita. A maior parte é feita para mostrar à sociedade e não como padrão pessoal. Entre nós, família, e entre os amigos continuamos nos tratando com o carinho de sempre. O André é o Negão, o Adê é o Gaúcho (isso vem sempre acompanhado de um UUUUH!) e o Edson é o Baixinho ou Alemão. Sempre brincamos com as características físicas de cada um e, lembro-me que quando éramos mais jovens, quase todos os amigos tinham apelidos meio engraçados e isso era muito mais diversão do que ofensa. O japonês da quitanda, alguém se lembra do nome dele? Era só Japonês. E a Baiana? E nosso primo, o Negão? E o Português, o Turco, a Paçoca, a Bananinha, o Branca de Neve, o Dentinho, a Rita louca, o Calango, o Cabeção, o Jatobá, o Tarzan, alguém sabe o nome?
Só ouvi contar de uma vez que o apelido não teve boa acolhida. Foi mais ou menos assim: a Wi saía sempre com uma turma de amigos e numa de suas festas, estava com eles uma menina que nem chegaram a apresentar , mas a mencionaram como “Cebola”. Passados alguns dias, a Wi voltava a pé do centro e viu na sua frente a garota. Como o caminho era meio longo, pensou em chamá-la para ter companhia, e teve que gritar porque a menina estava um pouco mais adiante. Então começou: “Cebola! Ceboooolaaaa!”, e a menina nem olhava para trás. Apertou o passo e continuou: “Cebola, Cebola...”, e nada! Chegou bem perto, tocou no ombro dela e disse: “Poxa, Cebola, tô te chamando faz um tempão, você não ouviu?” E a menina (se me permitem o trocadilho) roxa:
“Cebola é a tua mãe!”
Acho que isso foi bulling. Mas foi sem querer.
=D
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